Correlações Entre a Postura Corporal, e Ansiedade e Depressão em Acadêmicos do Ensino Superior: um Estudo Transversal

Autores

  • Cassiano Ricardo de Souza Ferreira Universidade Federal do Espírito Santo. ES, Brasil.
  • Michele Michele Bravin Rezende Universidade Federal do Espírito Santo. ES, Brasil.
  • Alessandra Paiva de Castro Vidal Universidade Federal do Espírito Santo. ES, Brasil.
  • Karine Karine Jacon Sarro Universidade Federal do Espírito Santo. ES, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.17921/1415-6938.2021v25n3p369-%20375

Resumo

É importante conhecer os fatores emocionais relacionados às alterações posturais para melhor planejamento das condutas terapêuticas. O objetivo deste trabalho foi verificar se existe associação da depressão e da ansiedade autoavaliadas com a postura corporal. Foram estudados 22 acadêmicos do Ensino Superior com idade média de 22 anos (±5,12) que preencheram o inventário de depressão de BECK e o Inventário de Ansiedade Traço-Estado e foram avaliados, por meio de fotogrametria pelo protocolo SAPO de medidas. A maioria apresentava moderado traço (64%) e estado (59%) de ansiedade e tinha depressão mínima (82%). Traço de ansiedade apresentou correlação com o aumento do ângulo tibiotársico direito (r=0,524), hiperextensão de joelho esquerdo (r=-0,423), inclinação posterior do corpo na vista lateral direita (r=-0,412) e menor assimetria do centro de massa no plano sagital (r=-0,471). O estado de ansiedade  correlacionou com o aumento do ângulo tibiotársico direito (r=0,428), hiperextensão de joelho esquerdo (r=-0,526), inclinação posterior do corpo na vista lateral direita (R=-0,431), assimetria das escápulas (r=0,417) e menor inclinação lateral da cabeça (r=-0,534). Depressão se correlacionou com hiperextensão do joelho (r=-0,455) e aumento do ângulo tibiotársico (r=0,415). Assim, os resultados sugerem que ansiedade e depressão se expressam, de forma similar, na postura corporal, por meio do encurtamento do músculo sóleo, levando ao aumento do ângulo tibiotársico e à hiperextensão de joelho.  

 

Palavras-chave: Postura. Depressão. Ansiedade.

 

Abstract

It is important to know the emotional factors related to postural changes for a better planning of therapeutic approaches. The aim of this study was to verify whether there is an association between depression and self-assessed anxiety with body posture. Twenty-two undergraduate students with an average age of 22 years (± 5.12) who completed the BECK depression inventory and the trait-state anxiety inventory were studied and evaluated by photogrammetry with the SAPO measurement protocol. Most had a moderate trait (64%) and a state (59%) of anxiety and minimal depression (82%). Anxiety trait correlated with increased right tibiotarsal angle (r=0.524), left knee hyperextension (r=-0.423), posterior body tilt in the right lateral view (r=-0.412) and less asymmetry of the center of mass in the plane sagittal (r=-0.471). The  anxiety state was correlated with the increase in the right tibiotarsal angle (r=0.428),   left knee hyperextension (r=-0.526), ​​posterior body tilt in the right lateral view (r=-0.431), asymmetry of the scapulae (r=0.417) and head lower lateral inclination (r=-0.534). Depression was correlated with knee hyperextension (r=-0.455) and increased tibiotarsal angle (r=0.415). Thus, the results suggest that anxiety and depression are similarly expressed in body posture, by shortening the soleus muscle, leading to increased tibiotarsal angle and knee hyperextension.

 

Keywords: Posture. Depression. Anxiety.

Downloads

Publicado

2021-09-29

Edição

Seção

Artigos